Revoluções e sustentabilidade com Ronaldo Silvestre

Em uma época de iniciativas como o Fashion Revolution Day, que promove o consumo consciente da moda no aniversário do colapso da fábrica Rana Plaza em Bangladesh, só temos a prestigiar àqueles que lutam por um modelo sustentável de negócios. Podemos citar diversos nomes que se encaixam nessa categoria, mas vamos aproveitar que o mineiro Ronaldo Silvestre acaba de exibir sua mais recente coleção para usá-lo como exemplo.

Aclamado pelo viés socioambiental que segue desde seus primeiros trabalhos, Ronaldo trouxe uma coleção contemporânea que mesclou a seda artesanal e o denim. “A grande ideia foi buscar inspiração em Atlântida, o paraíso perdido, e de lá extrair uma identidade de sustentabilidade,” explicou. “Busquei referências na figura dos animais, que eram dóceis, frágeis, mas que tinham uma soberania muito intensa.”

Ao mostrar suas peças, Ronaldo ressaltou os detalhes recortados em seu jeans, montados como mosaicos com faces de animais para dar um diferencial à sua construção artesanal. “A questão é trabalhar uma nova identidade, não só para a moda nacional, mas principalmente alinhar a sustentabilidade e as possibilidades que a gente pode ter dentro da economia criativa,” afirmou. “No meu caso, é o trabalho desenvolvido com as comunidades carentes – a seda é produzida com ex-presidiários, a parte de bordado é fruto de um trabalho bem intenso no interior de Minas Gerais.”

Para o designer, que é Mestre em Design Sustentável, sua missão é bastante clara. “É alinhar não só moda como produto e artigo fashion. Mas moda gerando renda e possibilitando novas visões de futuro para grupos que são excluídos.”

Veja abaixo alguns cliques de sua coleção e acompanhe sua coluna, que discute temas como a responsabilidade social e o consumo consciente.

 

 

Imagens: Roberta Braga / Silvia Borielo / Ricardo K.

 

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