Primeiro dia de desfiles na Nova York Fashion Week não surpreende

O primeiro dia de desfiles da temporada de Inverno 2014/2015 da Nova York Fashion Week começou frio, literalmente. Com temperaturas negativas no lado de fora do Lincoln Center, tudo o que se esperava ver na passarela eram criações capazes de fazer o tempo esquentar. Ao contrário disso, os designers (em sua grande maioria desconhecidos) conseguiram no máximo deixar o tempo morno.

Se dependesse da paleta de cores neutras, onde os tons claros (que certamente a sua mãe reclamaria na hora de lavar) apareciam com mais frequência, das tradicionais e sem inovação botas de montaria e de suas peças com modelagens largas, a coleção apresentada pela BCBG MAX AZRIA poderia ter passado totalmente por despercebida aos olhos dos consumidores e jornalistas. Mas um “detalhe”, que surgia em quase todos os looks, composto por pele de raposa, guaxinim, coelho e carneiro fez da grife ser uma das mais comentadas no dia de ontem. Lubov Azria, diretor criativo da BCBG MAX AZRIA, chegou a dizer antes o show, que não era o medo da PETA que o impedia de usar peles em suas coleções, mas sim a aprovação ou não de suas clientes. Como se não tivesse feito e falado besteira suficiente, a designer completou ao site Fashionista “Agora é o momento certo. Que outra maneira você ficaria quente? A pele falsa, não vai mantê-lo aquecido, não mesmo. E, a propósito, é muito mais poluente, o tecido sintético de poliéster não é eco-friendly”. Mais estranho que usar pele de animais em roupas em pleno 2014, é a normalidade que o assunto foi tratado.

Apontado como uma das apostas da moda americana, Richard Chai Love colocou para desfilar um monte de peças joviais. Totalmente condizente ao estilo da cidade de que não dorme, os looks do estilista se mostraram versáteis e parecem funcionar para qualquer ocasião menos formal. Enquanto as peças femininas oscilavam entre terninhos bem estruturados (ponto alto) e um mix de referências erradas formado por renda de maxi flor da vovó, lantejoula bordô e saias de ponta, as roupas grunge masculinas apenas nos deixou em dúvida em um aspecto: a calça por dentro da meia é truque de styling ou é para fugir do frio?

A Nicholas K, marca dos irmão Christopher e Nicole Kunz, também apostou em um outfit mais street. Com uma apresentação pautada por diversos materiais, entre eles malha, couro e jeans, as peças possuem silhuetas descontraídas e cores sóbrias. Destaque para o xadrez, que apareceu em camisas mais soltas (com apenas um dos lados para fora da calça) e amarradas na cintura, mostrando que deixou de ser uma tendência faz tempo e tornou-se um clássico – queira você ou não.

Texto: Antônio Turnes

Imagens divulgação.

Fique por dentro de todas as novidades!

Cadastre seu e-mail e receba conteúdos exclusivos da Revista Catarina.

Seu endereço de e-mail*