Fotografia: Pol Kurucz

Styling: Tamires Melo, Carolyna Mello

Beleza: Andressa Pontes

Locação: Mary Cruz, Lara Ferro (cenografia)

Assistente: Gui Griebler, Lucas Stirling

 

O Kolor Collective apresenta o trabalho do fotógrafo francês Pol Kurucz, a série Pobres Bilionários. A quarta série do fotógrafo, após Zone1, Anti-Humans e Afro-Fem (publicado aqui na Catarina), além de ser uma crítica social, sugere um exercício de empatia: passar um dia nos extremos da sociedade para diluir preconceitos e equívocos, sentir o medo um do outro (a unica coisa além do futebol que une essas classes), uma neurose fértil para o drama visual que o fotógrafo está explorando. Ricos e pobres só têm ciência da vida do outro pelo prisma distorcido das novelas e mídias sociais. Um minerador nunca dormirá num hotel, o trabalho braçal para um playboy se resume a segurar uma raquete, e a maior tarefa das ricas donas de casa é evitar toda tarefa.

 

Todos os cenários construídos e ensaios aconteceram no estúdio do coletivo Kolor, no Rio de Janeiro. Os modelos e atores que colaboraram na produção pertencem ao mesmo microcosmo humanista e tiveram uma grande influência na concepção dos personagens e das cenas. Outro ingrediente chave foi o uso distinto da estética glam-trash do fotógrafo. As próximas séries de 2017 incluirão: ‘Os Normais’ (retratos de pessoas exóticas redefinindo o conceito de normalidade), ‘Uncovers’ (dez capas de revistas internacionais revisitadas) e ‘Glam Jail’ (oito prisioneiras fashionistas “glamourizando” uma sala de visita de prisão). Para conferir todas as séries de Pol é só acessar o site do fotógrafo www.polkurucz.com e o Facebook do coletivo Kolor www.facebook.com/kolorcollective/.

 

Sobre Pol Kurucz

 

Pol Kurucz nasceu com dois nomes diferentes de uma mãe francesa em um hospital húngaro. Sua hiperatividade infantil foi tratada com teatro, e o teatro foi tratado como negócios. Aos 27 anos era CEO de dia e diretor de palco à noite. Ele fez várias viagens para o Bahrain e o Brasil, visitando ilhas corporativas e favelas. Velejou pelas praias da indústria de entretenimento adulto e da militância feminista. Abriu um bar que dava lucro no térreo e prejuízos com projetos artísticos no porão. De repente, ele morreu de absurdo.

 

Pol renasceu em 2015, unindo suas vidas contraditórias numa só onde o absurdo faz sentido. Hoje ele trabalha em projetos excêntricos de moda e arte no Rio de Janeiro e São Paulo. Seus trabalhos foram publicados em mais de 100 revistas e jornais incluindo: The Guardian (Arts), ELLE, Vogue, Glamour, Hunger TV, Adobe Create, Sleek, Nylon, O Globo, Correio Braziliense, Cause, Select, Revista Catarina, VOID, etc. No Brasil Pol já fotografou: Fernanda Lima, Fê Paes Leme, Débora Nascimento, Dani Calabresa, Valesca Popozuda, Jesuton, Max Weber, Dudu Bertholini, Fernando Cozendey, Lellezinha, Ciro Sales, etc. Ele ganhou prêmios no Brasil (Parati 2016) e fora (Magnum, Blank Wall, Catalan, Antiparos).

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