Pearl Jam irá compensar emissão de CO2 de turnê no Brasil em parceria com o Amazonia Live

Nós somos fãs do Pearl Jam a muito tempo, e sabemos que não é de hoje que seus integrantes se preocupam com as mudanças climáticas e o aquecimento global. E claro não seria diferente em sua turnê pelo Brasil.

 

A banda que se apresentou no festival Lollapalooza, em São Paulo, e fez um show na cidade do Rio de Janeiro, provou mais uma vez sua importância não só no rock, mas também para com o meio ambiente, através de uma parceria com Conservação Internacional (CI-Brasil) que irá minimizer o impacto de CO2 produzidos nos shows do Brasil.

 

As emissões dos shows foram calculadas em 2.500 toneladas de CO2. E inclui as viagens da banda e da comitiva, mais os tripulantes das aeronaves, além de estadias em hotéis e locomoção por terra (caminhões, ônibus etc) e também o transporte dos fãs. O custo estimado é de 50 mil dólares (hoje, pouco mais de 163 mil reais), que serão investidos em reserva na Amazônia, em parceria com a ONG CI- Brasil.

A banda comprou sua ˜compensação de carbono” apoiando a iniciativa Amazonia Live, o maior projeto de reflorestamento tropical do mundo, que visa restaurar cerca de 73 milhões de árvores na Amazônia brasileira. E os recursos dessa compensação serão investidos na Reserva de Uatumã Reserva de Uatumã localizada na região do médio Rio Amazonas, a 200km (em linha reta) de Manaus. A compensação será feita por meio do plantio de novas árvores em sistema de agrofloresta na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uatumã, no Amazonas, por meio do Programa Carbono Neutro do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). Este investimento também beneficiará diretamente 27 famílias, empregando 30 pessoas como coletores de sementes, trabalhadores de viveiros e plantio, bem como técnicos agrícolas. Saiba mais sobre Amazonia Live: www.amazonialive.com.br

No site da banda, Stone Gossard, um dos músicos, fala sobre a escolha desse projeto. “É muito importante para nós, como banda, reconhecer o impacto ambiental de nossas turnês e fazer o possível para mitiga-lo. O Amazonia Live é emocionante porque ajuda a compensar o CO2 e, ao mesmo tempo, oferece oportunidades locais de emprego de segurança alimentar“.

É interessante sabermos como funciona a compensação na reserva, para que possamos dar a devida importância à causas como essa. O Programa Carbono Neutro do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável (Idesam), adotado nesta ação, implementa sistemas agroflorestais em terras degradadas, preservando florestas locais e mitigando produções agrícolas. E ainda gera um novo modelo para o desenvolvimento de baixo carbono, já que cria créditos para compensar emissões de gases de efeito estufa produzidos por parceiros.

Dessa forma, procura resolver os problemas relacionados à degradação florestal provocada pela agricultura insustentável. Só assim, aumenta a sociobidiversidade, cria novas alternativas econômicas para geração de renda e segurança alimentar das famílias locais.

Rodrigo Medeiros, vice-presidente da Conservação Internacional, também se manifestou sobre a parceria: “Estamos entusiasmados em estabelecer mais esta parceria com o Pearl Jam para proteger a Amazônia e espalhar a mensagem da importância de sua floresta para além das suas fronteiras. A Amazônia beneficia não apenas as comunidades que dependem dela para seus meios de subsistência, mas também pessoas em todo o mundo. 20% do abastecimento mundial de água doce vem da Amazônia e 20% do oxigênio que respiramos na Terra é graças à floresta amazônica “.

Parcerias como essas mostram a importância de olharmos para o nosso planetas,e qualquer iniciativa que minimize os impactos se torna necessária para que o mundo não entre em colapso.

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