Ética #TECH

A tecnologia sem dúvidas se tornou parte dos nossos dias, mas até que ponto ela nos faz bem?

Seguindo o mesmo viés que o conceito da beleza feliz, assunto que já tratamos na matéria “indústria da beleza em busca da felicidade”, o tech também faz parte dessa corrente global que prioriza o bem estar, felicidade e saúde mental.

Desacelerar, selecionar e priorizar são conceitos que vem de encontro com o estilo de vida Slow, e vai muito além do que vestimos, comemos e usamos. Nossa sociedade foi moldada nos princípios da urgência, graças ao capitalismo que vivemos, somos incentivados a pensar que sempre estamos perdendo algo, e esse tipo de pensamento se tornou mais grave devido a chegada da era pós digital, onde vivemos  conectados por 24h.

Nos últimos anos designers e psicólogos comportamentais têm avaliado e discutido o impacto negativo da tecnologia sobre a sociedade, estão buscando e criando alternativas para direcionar essa indústria para um caminho mais positivo.

As novidades tech podem ser boas ou ruins, tudo vai depender da forma que serão implementadas e apresentadas ao mercado consumidor. Durante a última edição da SXSW Conference muitos especialistas falaram sobre o tema, e como a tecnologia pode se tornar perigosa se não for utilizada de forma ética.

A atual diretora de design da Singularity University, Jody Medich, apresentou durante o evento o conceito de ergonomia cognitiva como um prioridade a ser implementada no design tecnológico futuramente. Especialista em design, realidade aumentada e realidade virtual, Jody explica que correlacionou a ergonomia cognitiva com  a ergonomia do corpo humano, que funciona para otimiza-lo, e que sua tecnologia pretende fazer o mesmo, mas com os pensamentos do cérebro humano.

Jody explica que, estamos sendo expostos a uma quantidade muito grande de informações diariamente, como por exemplo a nossos smartphones. Somos submetidos pelo menos 2600 vezes ao dia a alertas, toques e beeps do aparelho, e precisamos de três segundos a trinta minutos para retornar a nossa tarefa anterior, isso quando voltamos. O argumento da pesquisadora é que a intervenção da tecnologia tem sido maior do que deveria, e isso está matando a nossa capacidade de pensar criativamente de forma profunda.

A ética é muito importante nesse cenário, já que as empresas que desenvolvem  novas tecnologias, seja para redes sociais, jogos ou aplicativos não estão muito preocupadas com a nossa saúde, mas sim – como muitas outras indústrias – em vender mais, e se valem dos consumidores desavisados para obter lucros. Novas soluções como a proposta de Jody estão sendo desenvolvidas para combater o excesso presente atualmente, e tentar preparar as futuras gerações para serem empoderadas quanto ao uso de novas tecnologias. É importante sim, criar uma voz que diga  para a indústria de tecnologia o que está certo e errado, e qual o limite que ela deve operar.

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