Entrevista: O DNA da Flee!

Conhecemos a Flee durante o Dragão Fashion Brasil deste ano, e pudemos presenciar um desfile incrível, cheio de encantos de mulheres de verdade. A marca apresentou a coleção #AutoDevota, inspirada na deusa que cada mulher traz dentro de si, e explorou a relação de amor que as mulheres têm com seus corpos, e trazia a mensagem: “Quando me olho no espelho, me vem a mais pura das sensações: enxergo todo o Amor que existe”.

Com o propósito de criar histórias de liberdade a Flee promove ideias como Mundo sem Fronteiras, Equilíbrio Leve, Aprender e Crescer e Fazer o Certo. A Flee nasceu em Fortaleza – CE, e foi criada em 2014 por três jovens engenheiros do ITA, uma educadora e um designer, a marca aproveita sua junção singular de competências de design e tecnologia para dar vida a um beachwear descomplicado.

 

Revista Catarina: A Flee traz no seu DNA a liberdade, não só de movimento, mas como uma forma de vida, de onde surgiu essa ideia? Ela tem a cara dos proprietários?

Flee: Nós sempre tivemos paixão por criação, empreendedorismo, livre iniciativa, busca por um propósito individual. A Flee é a nossa própria história de liberdade – como saímos de um mundo corporativo cheio de regras para cair no mundo da moda, um mundo onde a identidade é o nosso maior valor. Acreditamos que muitas pessoas ainda se prendem a padrões estéticos, culturais, tendências fashionistas. Nós defendemos que isso não é mais moderno: queremos apoiar nossas consumidoras na busca pela sua própria identidade, com uma única regra: ser consistente a seus próprios valores individuais e respeitar valores de comunidade ao seu redor. Nós descobrimos como é importante viver a vida de um modo mais livre, e agora queremos compartilhar essa mensagem a nossas consumidoras.

 

Revista Catarina: Vimos que os idealizadores são 3 engenheiros, 1 educadora e 1 designer, o que motivou a união de vocês, e porque desenvolver uma marca de moda praia feminina?

Flee: Você já percebeu que tudo a nossa volta foi, de certa forma, imposto a nós? Desde que nascemos, somos bombardeados por ideias, padrões socio-culturais, padrões estéticos que não são propriamente nossos. Nós defendemos que, para nos conectarmos com nossa real identidade, muitas vezes precisamos fugir do padrão: Engenheiros trabalham com máquinas! – espere, porque engenheiros também não podem usar sua capacidade analítica para criar empresas mais sustentáveis? Educadores dão aula! Ué, também podem usar seu talento passar conhecimento aos colegas ou subordinados de um modo mais compreensível! Designers também podem (e devem!) trabalhar com múltiplas competências em seu auxílio para trazer ao mundo produtos mais sustentáveis e conectados com seus consumidores. Nós criamos um coletivo de pessoas que tem uma missão em comum: “criar histórias de liberdade”. Hoje fazemos isso por meio da moda porque, para nós, é o produto que mais se aproxima da própria expressão da identidade.

 

Revista Catarina: Vocês vendem apenas por e-commerce ou possuem pontos de venda?

Flee: Nosso principal canal é o E-commerce, mas vendemos para lojas Multimarcas em todo o Brasil e temos uma loja própria localizada em Fortaleza-CE com planos para expansão.

 

Revista Catarina: A última coleção trouxe características únicas, de onde veio a inspiração?

Flee: Acreditamos que quando juntamos competências diferentes e ao mesmo tempo complementares, os resultados são mesmo muito singulares. A nossa coleção Autodevota, apresentada no DFB 2018, fala sobre as origens da liberdade em si. Não se é livre antes de se conhecer e se amar profundamente – de se entender como ser humano responsável pela construção do seu próprio caminho. Do ponto de vista de estilo, sempre combinamos materiais que saem do padrão “praia”. Isso vem também de uma raiz de inovação forte implantada pelos seus fundadores, que sempre permeou todas as áreas da empresa (desde estilo, passando por produção, comunicação, atendimento e canais de vendas).

 

Revista Catarina: Como vocês traduzem a mulher que veste a Flee?

Flee: A consumidora Flee é preocupada com seu busca pessoal por identidade, ao mesmo tempo se preocupando com o seu papel dentro do sociedade a sua volta. Ela é consciente, conhece as marcas e empresas que consome e é muito ética em suas relações pessoais e profissionais.

 

Revista Catarina: Deixe um recado para os leitores da Revista Catarina.

Flee: Cada vez mais as pessoas estão entendendo que consumir uma marca é muito mais que consumir um produto – é também financiar os valores por trás das pessoas que fazem parte da empresa. Pense em todas as marcas que você frequenta, acompanha ou consome. Todas elas representam seus valores pessoais? Você está financiando algo que acredita ser melhor para o mundo ou ao menos para o ambiente que a circunda? Se sim, parabéns – você está cumprindo um importante papel como consumidora consciente e está contribuindo para que empresas mais responsáveis passem a permear o mundo.

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