Entrevista: Nathalie Edenburg

Nathalie Edenburg é sem dúvidas um dos principais nomes da atual geração de modelos brasileiras. Você pode até não ter ouvido falar dela ainda, mas com certeza já viu alguma de suas campanhas. A modelo foi rosto de importantes marcas como Wella e Victoria Secrets, além de participar de trabalhos para gigantes nacionais como O Boticário e Riachuelo. Contudo, ela não se destaca apenas no universo da moda. Há alguns meses, Nathalie criou um projeto chamado “How Do I Feel Today Project”, onde faz pinturas sobre um retrato seu diariamente para expressar variações de humor e sensações de acordo com seu estado de espírito. Frequentemente, as imagens são publicadas no Instagram da modelo (@natyedenburg) e o projeto, que tem duração de um ano, tem feito o maior sucesso por sua criatividade e beleza. Em entrevista exclusiva para a Catarina, Nathalie conta um pouco mais sobre o projeto e explica a importância da relação das pessoas com a arte. Confira:

Revista Catarina: Desde quando você se relaciona com o universo das artes?
Nathalie Edenburg: Sempre gostei de pintar, mas há dois anos comecei a levar este hobby mais a sério e me aventurar no mundo das artes.

RC: De onde surgiu a ideia de criar o ‘How Do I Feel Today Project’? Quando começou efetivamente?
NE: Surgiu depois de um ensaio fotográfico que fiz com o Rogério Mesquita, eu estava em Nova Iorque e tive a vontade de fazer uma experiência, pintar em cima do meu retrato, gostamos muito do resultado e várias ideias começaram a surgir.

RC: O que você busca transmitir com o projeto?
NE: Meu objetivo principal é inspirar a prática da arte no dia a dia das pessoas, eu acredito que a arte é uma maneira de se expressar, de se comunicar com o mundo e liberar emoções. Por isso incentivo todos a praticarem mais a arte e me uso de cobaia para isso, dedicando de 30 minutos a uma hora por dia, durante todos o ano, para pintar. Como um ritual, como uma terapia.

RC: Quais os planos para quando o projeto acabar, no final do ano?
NE:
Ano que vem quando eu concluir o meu projeto vou fazer um exposição final com as 365 peças, o lucro será revertido para a compra de material artístico para doação e a ideia é fazer no mínimo quatro ações em comunidades carentes e institutos de crianças com câncer promovendo a arte e inspirando jovens a praticar.

RC: Como é a sua rotina em Nova Iorque atualmente? Com que frequência costuma vir para o Brasil?
NE: Minha rotina em Nova York é bem intensa, além do meu trabalho, Nova York é uma cidade em que eu me sinto totalmente livre para explorar, estou sempre em busca de inspirações, já que me desafiei a pintar um quadro todos os dias. Venho muito ao Brasil para trabalhar e estou sempre viajando muito por conta da minha profissão, mas isso não é um problema para a minha criação, carrego comigo uma pasta com materiais artísticos para todo o lugar que vou.

RC: Em que momento do dia costuma pintar e desenvolver suas criações?
NE: Costumo pintar no final de dia, gosto de viver o dia para depois pintar. Mas isso não é uma regra, pinto sempre que sinto vontade.

RC: Atualmente colorir virou moda e funciona também como ferramenta para desestressar, qual você acha que é a importância de as pessoas se relacionarem cada vez mais com a arte de um modo geral?
NE: Fundamental para mim é uma prática criativa todos os dias, seja pintar, escrever, dançar, cantar… Costumo comparar a prática da arte com a da meditação, em ambas nós nos conectamos com o momento presente, sem pensar no passado nem no futuro, por isso digo que a arte também é uma forma de terapia, que nos faz nos conectar com o nosso interior.

RC: E a sua carreira como modelo? Pode comentar algum trabalho recente ou adiantar alguma novidade para a próxima temporada?
NE: Atualmente moro em NY, mas venho muito ao Brasil trabalhar. Os últimos trabalhos que fiz foram campanhas para Florinda, na Amazônia, Boticário, Siberian e Riachuelo. Também participo do livro da Talento Joias, fotografado por Paulo Vainer, editorial para algumas publicações nacionais, estes são alguns dos trabalhos que me lembro agora.

Por Julia Lindner
@juliatlindner

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