Entrevista: Mentah!

A Mentah carrega consigo uma história linda e sua essência vai muito além da alimentação saudável. Ela é um movimento, que incentiva a alimentação sustentável sim, porém que pensa na redução do lixo plástico derivado da nossa alimentação no meio ambiente. A ideia é minimizar os impactos causados pela utilização dos plásticos além de evitar o seu consumo e descarte.

A marca traz como símbolo a flor pluméria, muito comum na Indonesia, que simboliza vida nova, início e nascimento de algo. Representa beleza natural e evoca paz e tranquilidade.

Com isso eles querem ir além, e trazem uma missão importante : Diga adeus ao último canudo de plástico, as grande mudanças podem nascer de pequenas ações. E trocar p plástico por canudos de vidro é um dos primeiros passos a serem dados.

Os canudos da Mentah são :

  • Fabricados em vidro de borosilicato, inerte e termoresistente (o mesmo utilizado em laboratórios).
  • Durável, reutilizável. Não gera lixo.
  • O mais higiênico, não adere restos de alimentos (como os canudos de bambu e outros materiais). Transparente, facilita a limpeza.
  • Parede espessa, boa resistência à quebras.
  • Lavável, autoclavável (esterilizável a altas temperaturas). Não solta resíduos de tinta, pois é fabricando com esmalte vitrificado (onde a tinta se funde ao vidro)
  • Acompanha escova de limpeza também resistente ao calor. Capinha protetora feita de tecido de reaproveitamento.
  • Dimensões: comprimento 23cm, diâmetro total 12mm, diâmetro interno 8mm, espessura do canudo 2mm.
  • Calibre 2x maior que o canudo de plástico tradicional, ideal também para bebidas espessas como vitaminas, açaí, smoothies, etc.

Conversamos um pouco com a Helen, fundadora da marca que nos conta um pouco mais dessa história:

Revista Catarina: Como nasceu a Mentah?

Mentah!: Em abril 2017 em uma viagem de férias para Bali, eu farmacêutica de profissão, ainda trabalhava no hospital, mas já estava insatisfeita com minha rotina, e em busca de novos desafios. Passei a ler e buscar me auto conhecer.  Bali sempre foi um sonho, lá eles tem uma energia diferente ligada ao espiritual ao mental, algo que eu estava buscando. Então decidi viajar e fui sozinha para essa aventura, em busca de novidades.  A questão do lixo sempre me chamou muito a atenção mas eu ainda não sabia que ia trabalhar com algo relacionado a isso, apesar de ter o exemplo em casa do meu pai que é super  ligado ao meio ambiente. Mas não era algo que eu tinha me ligado até então.
Cheguei em Bali e tinha muito lixo sim, mas ao mesmo tempo tinham coisas muito bacanas com relação aos sustentáveis, e principalmente uma relação especial com a natureza.  Desde a alimentação até a prática de esportes e meditação. Foi praticamente amor a primeira vista,  um mergulho profundo naquela cultura. Lá acabei visitando a Green School que é a escola mais verde do mundo , visitei algumas empresas onde a produção é praticamente toda sustentável. Conheci muita coisa legal lá. E foi nos mercadinhos que eu vi diversos tipo de canudos, não descartáveis, como os de bamboo por exemplo. Mas em um desses lugares eu vi o canudo de vidro e achei o máximo, porque ele vinha com uma frase muito infrarracional, e aquilo me chamou a atenção.  Eu como farmacêutica sempre preocupada com a contaminação, vi no canudo de vidro, algo diferenciado,  por ele ser transparente, higiênico, além disso o vidro não adere materiais, ele é atóxico, não reage e não pega gosto.

Como eu já era ligada com a alimentação saudável, e sempre tive o desejo de trabalhar com isso, já tinha feito vários cursos de comidas veganas e saudáveis, comecei a pensar em como poderia ser meu novo  projeto, e queria que tivesse alguma relação com a Indonésia, foi quando veio a minha mente a palavra Mentha, que significa “Cru” , aquele alimento que ainda contem aquela energia da natureza, que ainda não foram modificados. Assim que surgiu a ideia dos canudos, decidi manter o nome pela essência que ele carrega,  aqui no Brasil ainda não tinha nenhum canudo reutilizado, e eu sempre ligada a vidraria de laboratório fui até uma fábrica aqui no Rio e consegui fazer com eles alguns testes, e conseguimos o resultados desejados.   O vidro de laboratório é mais resistente , então você pode higienizar, além disso ele suportar diversas temperaturas, sendo assim mais resistente.  Chegarmos nesse modelo atual, mais largo, mais grosso , ele foi pensando e idealizado para ser o mais resistente possível. Começamos com 100 canudos que foram doados e entregues para amigos.  Fui para a Bio Fair Brazil como visitante, lembro até da Simple Organic lá ( hoje uma de nossas parceiras ) não tinha estande, sem muita verba, lá presenteamos algumas pessoas, depois disso o nosso trabalho foi crescendo organicamente, a passos pequenos , como devia ser.

Revista Catarina: Muito mais que uma marca a Mentah carrega consigo uma essência, um propósito, nos conte de onde isso surgiu e como o publico aceita esse novo conceito

Mentah!: Eu estava buscando minha essência, meu auto conhecimento, buscando algo com mais propósito, eu sentia que poderia fazer algo mais , e muito maior. Era um sentimento forte e as peças foram se juntando , se encaminhando . A Mentah passa essa mensagem de que não somos algo construído, somos intuitivo. As redes sociais sou eu quem faço , sem equipe de marketing, não é nada pensado previamente, é algo que vem de dentro.  Outras marcas estão surgindo nesse sentido porque as pessoas estão com essa falta de ter um tempo para mergulhar dentro de si mesmas e refletir, e avaliar suas rotinas para sair do piloto automático. Infelizmente a maioria delas estão insatisfeitas. Mas eu realmente acredito que agora e cada vez mais as pessoas vão buscar trabalhar naquilo que eles realmente gostam e se sentem felizes, e o sucesso entre aspas vem como consequência. Eu sinto que estou fazendo a coisa certa, as coisas estão fluindo, também percebo que encontrei  essa minha busca.

Revista Catarina:  Além dos canudos de acrílicos, vocês tem algum novo projeto em andamento?

Mentah!: Estamos num processo de crescimento bem rápido, as campanhas contra os plásticos e canudos vem nessa crescente, e tem ajudando muito na divulgação do nosso trabalho. A gente acredita que ainda temos muitas possibilidades de trabalhar com os canudos. Acabamos de aumentar nossa escala de produção para atender restaurantes e hotéis. Seguimos fazendo grande parcerias como marcas que tenham os mesmos valores , os mesmos propósitos, a mesma filosofia de trabalhou que a nossa. Mas temos sim algumas ideias de novos produtos e experiências , mas nada muito concreto ainda. Pois o foco agora realmente são os canudos e eles já estão tomando muito do nossos tempo. Estamos crescendo,eramos apenas eu e meu noivo e só agora que passei a contratar pessoas.  Por um período eu passei conciliando as minhas duas vidas, antigo trabalho e Mentah , em janeiro eu pedi demissão e foi impressionante, em fevereiro começou o grande boom na mídia  sobre os canudos, e a procura aumentou muito , a mídia veio atrás da nossa historia , os últimos 6 meses foram muito especiais, e de grande crescimento e a parceria com a Simple Organic também nos projetou muito.

Revista Catarina: Deixe um recado para o público da Revista Catarina

Mentah!: A revista tem muito essa presença da força feminina , eu admiro muito o trabalho da Patricia Lima ( editora chefe ), tá vindo ai uma geração de mulheres bem fortes , com ideias e fazendo acontecer, liderando empresas e encontrando seu papel no mundo, através do empreendedorismo e do trabalho. Resumindo minha historia e da Mentah, eu acredito que as empresas vão estar cada vez mais entrelaçadas nas histórias das pessoas , e na essência delas . Uma coisa que acho importante é que as empresas são feitas por pessoas, e elas também estão em evolução . Vem vindo um novo jeito de olhar as empresas, passamos a perceber a essência das pessoas pôr trás da marca, e a partir disso o publico vê a verdade por trás do conceito da empresa, eu acredito que o futuro é esse. As pessoas buscam verdade e querem se identificar com as empresas, com as pessoas , aproximando o publico e a empesa. Tento passar isso para as pessoas para que elas se identifiquem, para saberem que eu também aprendo todos os dias sobre sustentabilidade.  Não sou engenharia, nem ativista ambiental, não sou especialista em reciclagem e lixo, sou uma pessoa comum, com uma outra formação, mas que queria fazer algo diferente para mudar o mundo e que esta aprendendo no dia a dia . Todos os dias são aprendizados. Estamos sempre em evolução. Compartilhar com as pessoas no faz crescer, e nos inspira. O importante é dar o primeiro passo.

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