Entrevista: Franquia Açougue Vegano chega em Florianópolis

Já não é novidade que o veganismo e a redução do consumo de carne estão crescendo cada vez mais. Isso está exigindo que as empresas de alimentos adaptem suas ofertas para se encaixar nas necessidades desse grupo de consumidores, atraindo também outros clientes que não são estritamente veganos, mas se sentem pelo menos curiosos sobre como essa filosofia pode parecer. A perceção das pessoas sobre os vegans mudou dramaticamente, hoje são vistos como modernos, cools e muito além do seu tempo, pessoas que respeitam os animais, a natureza e priorizam um comercio justo, onde possam enxergar os mesmos ideais.

Com esta mudança de mentalidade influenciando até os comedores de carne mais dedicados, cadeias de restaurantes a supermercados – estão correndo para levar vantagem desta mudança significativa nos hábitos alimentares.

Sem contar que a indústria da carne contribui significativamente à produção de gases no efeito estufa e as pessoas estão cada vez mais adeptas a comer menos carne como parte de iniciativas sustentáveis.

Varias iniciativas estão surgindo no mercado e a mais nova delas é um açougue sem carne. Isso mesmo, esta é a alma do Açougue Vegano, um nome curioso para os leigos e encantador para para quem não consome animais nem seus derivados. A marca idealizada pelos dois chefs Michelle Rodriguez e Celso Fortes é um sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Já é possível encontrar hambúrgueres de grão de bico, quinoa com espinafre, soja e cogumelos, linguiças vegetais, molhos, além da premiada coxinha de jaca. E o melhor e que essa novidade chega essa semana em Florianópolis.

A loja de Florianópolis ficará no Mercado de São Jorge e é a primeira franquia da marca, que é conhecida por agregar todos os tipos de tribos na mesma mesa. Os alimentos são diferenciados e proporcionam uma experiência gastronômica excepcional para veganos e simpatizantes. Aqui os veganos podem convidar todos os amigos para saborear alimentos diferentes e inovadores a um preço justo – destaca, o chef e também empreendedor Celso Fortes.

Conversamos um pouco com eles e não vemos a hora de experimentar essa novidade.

1- De onde surgiu a ideia de criar um “Açougue” Vegano, vocês buscaram referências em outros países?

Existem alguns conceitos similares que achávamos interessantes nos Estados Unidos. Mas nós decidimos criar algo que fosse identificado com os gostos brasileiros. A coxinha de jaca é algo original e muito brasileiro. Criamos iguarias que agregam a todas as tribos na mesma mesa, sejam veganos, vegetarianos ou não. Esse, aliás, é o nosso diferencial.

2- Açougue Vegano deve soar entranho para alguns, Porque esse nome?

Sim, isso até nos diverte (risos). Pouca gente sabe, mas a origem da palavra açougue é árabe e deriva de “mercado”. Então funciona como um meio de atração pela curiosidade, afinal as pessoas associam açougue a outras coisas. É um nome familiar e curioso, justamente como as nossas iguarias são.

3- Vocês acreditam que isso é apenas uma tendência de mercado ou que as pessoas realmente estão revendo seus processos alimentares?

Nós temos convicção que o veganismo é o futuro da alimentação. Chegou para ficar. Já não é de hoje que as pessoas adotaram um novo estilo de vida em relação a alimentação e isso inclui a parte conceitual também. Há um crescimento real na quantidade de pessoas que se importam em saber de onde os alimentos vem e de que forma eles são produzidos.

Outra coisa, o bem-estar animal é um valor que só tende a crescer na população. Veganos ou não, a grande maioria das pessoas já concorda que os animais não precisam sofrer, muito menos em nosso benefício. Outro ponto a relatar são os cuidados com o meio ambiente. São valores que estão presentes na mentalidade da população e que certamente vão evoluir ainda mais nos próximos anos.

4- Para vocês qual a importância das pessoas tomarem a consciência de diminuir ou até mesmo para de consumir produtos e derivados de origem animal?

É como disse acima, se alimentar não se trata mais apenas pegar uma comida e por na boca. É um processo muito bonito, que vem desde o agricultor que faz seu trabalho em favor da sociedade, plantando e cultivando. Depois há todo o projeto de distribuição e preparação com muita dedicação e empenho para agradar todos os consumidores. Acredito que esse nível de consciência é importante para a nossa sociedade como um todo. A consciência de que os alimentos fazem parte de uma cadeia de pessoas empenhadas em proporcionar prazer e bons momentos para os outros. Isso nos permite ter um novo tipo de satisfação, uma nova forma de integração ao que está em nosso redor. De gratidão e de valores. Eu fico muito mais feliz em saber que estou comendo um alimento que não gerou dor e sofrimento para qualquer criatura. Saber que essa comida foi feita com tantos pensamentos bonitos e fortes é um novo nível experiência sensorial.

5- Quais os principais ingredientes e o que vamos encontrar de diferente ao visitar o Açougue Vegano?

É possível encontrar hambúrgueres de grão de bico, quinoa com espinafre, soja e cogumelos, linguiças de origem vegetal, a premiada coxinha de jaca original do Açougue, espetinhos de churrasco vegan, entre outras delícias feitas por nós.

6- Deixe um recado para os leitores da Revista Catarina

Estamos muito felizes por chegar a Floripa no aniversário da cidade. Queremos ser uma espécie de presente para os moradores. Façam essa surpresa aos seus amigos. Veganos ou não experimentem as nossas iguarias para descobrir esse mundo de possibilidades novas. Nos vemos lá no Mercado de São Jorge.

 

 

 

 

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