Dragão Fashion Brasil – Resumo dia #2

O segundo dia do DFB Festival 2018 foi repleto de desfiles incríveis, cheios de histórias e conceitos, continuando o ritmo efervescente esperado para o evento, que é o maior encontro de moda autoral da América Latina. Nossa equipe conferiu de perto os sete estilistas que formaram o lineup do evento, e elegeu os top quatro do dia.

 

Hand Lace

Abrindo o segundo dia de desfiles, a Hand Lace, estreante no DFB, trouxe para passarela natureza, beleza e fluidez. Seu olhar sobre a floresta, evocou o espírito selvagem da flora e da fauna brasileira, principalmente da  Amazônia.

Transmitindo uma mulher feminina e ao mesmo tempo feroz, a coleção Wild veio colorida e elegante, com modelagens bem elaboradas e que remetiam a folhagens estruturadas, amarrações e transpasses diagonais finalizaram algumas peças, deixando os looks ainda mais interessantes. A alfaiataria moderna da Hand Lance contou com tons terrosos, off white, verde musgo e azul oceano, que refletiram a proposta de cores para uma mulher elegante e que sabe o que quer. Outro ponto forte foi a beleza nada escolhida para o desfile, que representou uma mulher segura e indomável.

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Elo.Collab e Fábio Caracas

Os desfiles apresentado pelas marcas Elo.Collab e Fábio Caracas trouxe para o centro das atenções, dois temas que nós acreditamos muito, o  upcycling e o debate sobre o empoderamento feminino.

Para expressar conceito da coleção, a Elo.Collab preparou um manifesto onde a primeira  modelo  a entrar na passarela arranca a fita que estava em sua boca, representando a voz  que precisa ser ouvida, e não quer ser calada.

Nomes como Leila Diniz e Dandara, a artista Tarsila do Amaral, a cearense lutadora Jovita Feitosa, a escritora Rachel de Queiroz, a arquiteta Lota de Macedo Soares, a psiquiatra Nise da Silveira e a fundadora da associação de mulheres Ave Libertas Maria Amélia de Queiroz foram homenageadas durante o evento.

A coleção de Fábio Caracas, teve seu foco no upcycling , eo conceito de que toda peça é fragmento de um tecido, reforçando o discurso de reaproveitamento e sustentabilidade inteligentes.

O  sportwear  e elementos de alfaiataria foram as escolhas do estilista, peças despretensiosas, divertidas e urbanas compuseram o mix da coleção. Elementos esportivos como faixas de judô, skate, máscara de mergulho e até um roller, foram combinados à tecidos clássicos do sportwear como o crepe, o moletom e poliamida.  A cartela de cores trouxe o branco e preto como base, misturados à tons de azul, silver e amarelo canário, que foram aplicadas também nas estampas da coleção.

 

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Gisela Franck

A estilista Gisela Franck, que á veterana no DFB,  apresentou uma reflexão sobre o consumo consciente, usando a  sutileza dos tecidos de fibras naturais, de foram minimalista e atemporal.

O desfile marcante teve como inspiração  o papel e seus desdobramentos. As peças eram delicadas e sensíveis,  e traziam recortes, dobras, vincos e texturas amassadas, representando todas as formas do papel. Os tecidos de firas naturais como o gazar de seda pura, o crepe de seda e o linho, foram o ponto chave da coleção. Misturando tecnologia e trabalhos manuais, Gisela utilizou recortes a laser de desenhos feitos à mão,  trazendo pontos de cor peças, que eram em tons características do papel como off-white e branco.

 

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Lineup completo dia #2:

Hand Lace – D’Aura  – André Sampaio – Elo.Collab  – Fábio Caracas  – Gisela Franck – Rendá  – Weider Silveiro

– Iury Costa

 

 

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