Dragão Fashion 2017

Conhecido como o maior evento de moda autoral da América Latina, o Dragão Fashion Brasil completou 18 anos e deu o que falar nesta edição. O line up estava estrelado, e os estilistas desfilaram suas coleções no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza, com uma mega estrutura à beira mar, com a vista privilegiada da cidade.

 

Além de mudanças estruturais, o DFB passa a ser definido como festival. Este ano o tema do Dragão Fashion foi “Viva essa festa”, que acompanha o momento de grandes transformações na qual a indústria da moda vem passando. O festival, que aconteceu de 24 a 27 de janeiro, trouxe para as passarelas as coleções de mais de 20 estilistas, além trazer nomes como Alexandre Herchcovitch e Fernanda Yamamoto para debates sobre temas de peso, como o upcycle.

 

Nas passarelas do Dragão Fashion, alguns destaques encheram nossos olhos. Jefferson Ribeiro, apresentou uma coleção incrível,   inspirada no sufixo tupi Güera, que significa “àquilo que nós fomos e já não somos mais”. Segundo o estilista, a desterritorialização em um universo feminino, que trouxe a contemporaneidade da mulher, independente de gênero sexual.

 

Um mix de estampas que lembram camponeses, os clássicos branco e preto, a cartela base de Jefferson e o fúcsia para a vivacidade e reafirmação do feminino. As peças foram espiradas nas vilãs dos anos 80, pelo seu poder e coragem de agir com força. Os ombros imponentes são resultados de moulage. “É uma mulher que se divertiu tomando um sol, se maquiou e foi trabalhar”, completa Jefferson, presente no The Future, o e-commerce focado em estilistas autorais (clique aqui para conferir).

 

 

Ronaldo Silvestre se inspirou na organicidade dos jardins para sua coleção, rica em detalhes e pura nas formas. Texturas da natureza foram as bases também para sua cartela de tecidos. Segundo Ronaldo, sua coleção foi especialmente pensada para representar o seu DNA coordenado à sua trajetória dentro do Dragão Fashion Festival de 2017.

 

Em suas tramas, Ronaldo deu prioridade para os fios luxuosos da seda artesanal e o jeans made in Brasil, o melhor do mundo, sob sua opinião. Crochê e tricô surgiram em coletes desconstruídos e a aplicação de viés formou linhas consonantes com as imagens do telão do desfile, que apresentava imagens de minúsculas escamas de asas de borboletas, que formam linhas ressonantes. Na cartela de cores preto, azul, amarelo, bordô e nude. Peças extremamente elaboradas, minuciosas que levam ao luxo de Ronaldo.

 

Inspirada na Espanha e na mulher de La Isla Bonita, de Madonna, a coleção de Weider Silveiro trouxe contemporaneidade e classe em uma fusão. A mulher que veste a camisa de alfaiataria do marido, com sua saia rodada, de flamenco, despreocupada. Os destaques foram o jeans índigo, os tecidos biodegradáveis desenvolvidos para o estilista e as técnicas perfeitas de upcycling. O mood espanhol e o flamenco embalou a plateia.

 

As camisetas de paetês tinham palavras imensas bordadas na frente, entre elas Verdad, Bonita e Island Breeze. Usou listras em uma monocromia assimétrica. As saias apareceram em comprimento mídi, as jaquetas jeans com a abertura para trás e os babados foram os maiores destaques da coleção.

 

 

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